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Informação da Franquia McDonald´s:

Franquia McDonald´s
Condições da Franquia McDonald´s
Taxa de franquia: R$75.000 a R$85.000   Duração do contrato: 1 anos
Royalty: 5% faturamento liquido Investimento: Mais de R$ 500.000
Taxa propaganda: 4,3% faturamento liquido Tamanho mínimo do local: Entre 150 e 299 m²
Outras taxas: Faturamento médio mensal: R$560.000 População mínima: Não exigida
 
Expansão: A franquia McDonald´s esta interessada principalmente na expansão por TODO BRASIL
Introdução da franquia: MCDONALD’S é sinônimo de Fast Food. A maior rede deste tipo de alimentação é um dos símbolos do capitalismo e do estilo de vida americano no mundo.
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Descrição da Franquia McDonald´s:
A marca se tornou tão conhecida que a prestigiosa revista The Economist utiliza seu principal sanduíche, o Big Mac, para fazer comparações do poder de compra entre os países. O MCDONALD’S pode até desaparecer algum dia, mas sua cultura estará implantada para sempre.
A história da transformação do MCDONALD’S na maior rede de alimentação rápida do mundo começou em 1937 quando os irmãos Richard (Dick) e Maurice McDonald abriram um restaurante no sistema Drive-In na cidade de Arcádia, na Califórnia. Pouco depois, em 1940, mudaram-se para a cidade de San Bernardino, também na Califórnia, onde abriram um restaurante MCDONALD’S na famosa Rota 66 com cerca de 20 carhops, garçons que em cima de patins entregavam o pedido do cliente no carro. Isso se tornou popular e muito lucrativo. O cardápio continha 25 itens, a maioria deles churrascos. Em 1948, depois de notar que a maioria do dinheiro que ganhavam provinha da venda de hambúrguer, que na época custava US$ 0.15, os irmãos renovaram totalmente o restaurante. Dentre as inovações empreendidas estavam: substituição de todos os utensílios – talheres, copos, pratos – por embalagens descartáveis; visitação pública de sua cozinha, onde os clientes podiam ver a impecável higiene e limpeza; eliminação do serviço de garçonetes, a partir de então os clientes teriam que sair dos seus carros e irem fazer o pedido no balcão; e uma nova forma de produção dos sanduíches com a reformulação do cardápio, que passou a ser bastante enxuto, e dos alimentos preparados com base em uma linha de montagem. Quando o restaurante é reaberto passa a vender somente hambúrguer, milk-shake, e batata frita, se tornando um grande sucesso, cuja fama era espalhada de boca a boca.
Em 1953, os irmãos McDonald começaram a criar franquias de seu restaurante, com Neil Fox abrindo a primeira unidade franqueada. O segundo restaurante foi aberto em Phoenix, estado do Arizona, sendo o primeiro a usar o estilo baseado nos Arcos de Ouro. O restaurante original foi reconstruído baseado nesse estilo também. Ainda neste ano, o quarto restaurante foi aberto em Downey na Califórnia, na esquina com a Lakewood e Florence Avenue, onde hoje é o mais antigo restaurante em funcionamento. A história da marca começou a mudar em 1954, quando o vendedor de máquinas de agitar milk-shake, Ray Kroc, ficou fascinado com a popularidade e estilo do restaurante MCDONALD’S durante uma visita comercial. Depois de ver o restaurante em operação, propõe aos irmãos McDonald, que já possuíam franquias, a vendê-las fora da localização original da empresa (estado da Califórnia e do Arizona), sendo dele próprio a primeira franquia. Partiu para Chicago com uma planta do restaurante, uma receita para as batatas fritas e um contrato que lhe dava permissão para encontrar novos locais para as filiais. Uma das únicas exigências era a de que todos os restaurantes deveriam ter a aparência exatamente igual ao original.
Negócio fechado, no dia 15 de abril de 1955 o ex-representante comercial inaugurou seu primeiro restaurante em Des Plaines, no Estado de Illinois, servindo hambúrgueres de boa qualidade, com serviço rápido e cortês, em um ambiente totalmente limpo, conceitos até hoje ligados à marca. O cardápio original do MCDONALD’S era pequeno: hambúrguer (US$ 0.15), cheeseburguer (US$ 0.19) batata frita (US$ 0.10), refrigerantes (US$ 0.10 e US$ 0.15), café (US$ 0.10) e milk-shake (US$ 0.20). Somente no primeiro dia o total de vendas foi de US$ 366.12. Começava naquele momento uma revolução na indústria e na história da alimentação mundial. A literatura da empresa costuma se referir a essa data como o “início” do MCDONALD’S, que já tinha 15 anos, tirando os irmãos McDonalds da história e dando maior valor ao “fundador” Ray Kroc. A empresa ainda chama este restaurante de “McDonald’s Número 1”. Um ano depois, Ray Kroc já tinha montado uma rede com mais de 20 restaurantes espalhados pelo território norte-americano. Em 1958 completava a venda de mais de 100 milhões de hambúrgueres. No início dos anos 60, a dedicação de Kroc aos estabelecimentos era total, e logo se cansou da letargia dos irmãos McDonald. Com a ajuda de um investidor desembolsou US$ 2.7 milhões e comprou a parte dos irmãos McDonald no negócio, que re-nomearam seu restaurante original para “The Big M” (O Grande M). Mas Kroc levou-o à falência, mais tarde, construindo um MCDONALD’S a apenas uma quadra ao norte. Nesta mesma década, os estabelecimentos ganharam lugares para sentar. Em 1967, com quase mil restaurantes funcionando nos Estados Unidos, iniciava sua escalada internacional abrindo um restaurante na cidade de Richmond, no Canadá, e outro em Porto Rico. Foi neste ano que o atual design dos restaurantes, com teto mansard e mesas do lado interno, foi introduzido como padrão em toda rede.

Outras novidades viriam como o primeiro restaurante MCDONALD’S inaugurado na Europa em 21 de agosto de 1971 em Zaandam na Holanda; seguido em dezembro, pela inauguração do primeiro restaurante na Alemanha em Munique, que foi o primeiro da rede a vender bebida alcoólica (cerveja); inauguração do primeiro restaurante, em 1974, dentro de um zoológico na cidade de Toronto no Canadá; a implantação do sistema Drive-Thru em 1975 na cidade de Sierra Vista, no Arizona, conhecido como McDrive ou Auto-Mac em alguns países; o pioneirismo em divulgar a lista de ingredientes de seus produtos em 1986; o maior restaurante MCDONALD’S do mundo até os dias atuais, inaugurado em Pequim, capital da China (com mais de 700 lugares); a montagem de lojas dentro dos supermercados Wal-Mart; e a abertura de um restaurante, em 1996, dentro dos parques temáticos da Disney. Nesta época o sucesso estava consolidado.
Em 2006, o MCDONALD’S deu início a uma verdadeira revolução em seu conceito: depois de pesadas críticas quanto aos malefícios de suas refeições, a preocupação da rede passou a ser oferecer um cardápio mais saudável e menos calórico a seus consumidores. O cardápio passou a conter opções de alimentos mais saudáveis como saladas, frango e outros itens frescos. Em março, todas as embalagens dos produtos passaram a conter informações nutricionais. Recentemente a empresa informou que pretende investir US$ 2.1 bilhões em 2009 para abrir mil novos restaurantes assim como melhorar os já existentes.

O gênio por trás da marca
O homem que colocou o hambúrguer na linha de montagem sobreviveu até os 52 anos de idade vendendo máquinas de milk-shake. Ray Arthur Kroc, descendente de imigrantes checos, nasceu no dia 5 de outubro de 1902 na cidade de Oak Park, no estado de Illinois, e levou uma vida intinerante até essa idade. Na adolescência, foi motorista de ambulância na Primeira Guerra Mundial junto com Walt Disney. Depois, foi para a Europa e trabalhou como vendedor de copos de papel na empresa Lily Tulip Company. Obviamente, continuou procurando emprego e conseguiu trabalhar como pianista de jazz , até que se mudou para a Flórida a fim de ganhar dinheiro com o boom imobiliário dos anos 20. Nenhum desses esforços deu certo. E em 1926, ele voltou a vender copos descartáveis. Mas, não se conformou e muito menos desistiu da idéia de que um dia seria um empresário de sucesso. Em 1937, investiu as economias de sua vida para obter os direitos de marketing exclusivos do Multimixer, um misturador de milk-shake de cinco hastes. Passou 17 anos viajando pelos Estados Unidos vendendo o tal aparelho.

O grande campeão
Até que em 1954, estupefato diante de um pedido de oito misturadores gigantes, feito pelos irmãos Mac e Dick MacDonald, proprietários de algumas pequenas lojas de hambúrgueres e milk-shake na Califórnia, resolver fazer-lhes uma visita. “Percebi que algo estava acontecendo ali”, disse anos depois. Inspirado pelo negócio que oferecia um cardápio restrito de comida barata, funcionando com uma rápida linha de montagem, viu o potencial e chance que se abria. E, novamente, foi em frente. No mesmo dia em que conheceu o lugar, começou a imaginar uma cadeia de lanchonetes identificada por arcos dourados. Logo percebeu que os irmãos McDonald estavam insatisfeitos. Tiravam pouco dinheiro do negócio e tinham obtido resultados pífios em duas experiências com franquias. De tanto insistir, conseguiu um acordo: uso ilimitado do nome e do conceito que eles criaram. Venderia franquias da marca a US$ 950 cada. Ficaria com 0.5% dos resultados e 1.4% iriam para a conta dos irmãos. Abriu sua primeira lanchonete MCDONALD’S no estado de Illinois, em 1955. Era o início de uma revolução alimentar. Em seis anos, havia mais de 130 lojas MCDONALD’S em todos os Estados Unidos, e Ray Kroc agora era o único dono do negócio. Quando Ray Kroc morreu, em 14 de janeiro 1984 na cidade de San Diego, havia mais de 7.500 lojas no mundo, com vendas anuais de mais de US$ 8 bilhões. O sucesso estava garantido e a indústria da alimentação nuca mais seria a mesma.

O sanduíche símbolo da rede foi criado em 1967 por Jim Delligatti, um franqueado do MCDONALD’S da cidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, que se inspirou em um sanduíche de um concorrente chamado Big Boy. O tal sanduíche continha dois discos de carne separados por uma terceira e central fatia de pão, condimentado com alface, picles, cebola, queijo e maionese. A partir de uma receita própria, ele tinha como objetivo atrair consumidores adultos, surgiu o sanduíche mais famoso do mundo: dois hambúrgueres entre três fatias de pão e duas rodelas de picles, vendido à US$ 0,45. O sucesso do novo sanduíche foi tanto, que um ano depois o Big Mac passou a fazer parte do cardápio nacional da rede. Sucesso imediato, já no ano seguinte o BIG MAC respondia por 19% das vendas da rede. O MCDONALD’S vende mais de 1.5 bilhões de Big Mac a cada ano. Depois dos americanos, são os japoneses os maiores fãs do hambúrguer duplo. O Big Mac é o único item que pertence ao cardápio de toda a rede, possuindo o mesmo nome em todos os países. O sanduíche possui 490 calorias, 25 gramas de gordura, 23 gramas de proteínas, 45 gramas de carboidratos e 178 grãos de gergelim. O famoso Jingle do Big Mac foi ao ar em 1974 e tornou-se uma das músicas mais cantadas em todo o mundo. A versão do jingle em português, introduzida em 1983 no Brasil, é: "Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim. É o Big Mac!"

O porta-voz
Mágico e malabarista, Ronald McDonald é o personagem símbolo do MCDONALD’S e um velho conhecido das crianças de todos os países onde a marca está presente, promovendo a rede em 25 línguas diferentes ao redor do mundo. A história começou em 1960, quando um franqueado da rede em Washington D.C., decidiu promover sua unidade com um anúncio de televisão, veículo ainda pouco utilizado para promover restaurantes. Nessa época, ainda não havia um plano nacional de marketing para a marca MCDONALD’S e cada franquia local estabelecia os critérios com os quais gostaria de atrair o seu público. Os shows infantis, naquela época, estavam entre os programas com maior audiência, especialmente “O Circo do Bozo”, transmitido por um canal em Washington, filiado à rede de televisão NBC. O franqueado do MCDONALD’S tornou-se um dos patrocinadores do programa, vislumbrando nele o veículo pelo qual poderia atingir o seu público-alvo: as crianças. Assim, o MCDONALD’S começou a aparecer na televisão através do palhaço Bozo, que anunciava os seus produtos de uma forma nada sutil: induzindo diretamente às crianças a pedir ao papai e à mamãe para levá-las ao MCDONALD’S.

O palhaço fez tanto sucesso que passou a ser convidado a participar da inauguração dos novos restaurantes MCDONALD’S em Washington, levando sempre à formação de filas enormes em frente aos estabelecimentos. Porém, em 1963, a emissora retirou o programa do ar, alegando queda de audiência, e o franqueado perdeu aquele que se tornara seu grande porta-voz junto às crianças. Sem poder produzir sozinho o programa, o proprietário da loja em Washington decidiu criar um palhaço próprio e colocá-lo em propagandas televisivas, usando o mesmo ator que havia personificado o palhaço Bozo, William Scott.
Naquela época, o visual do palhaço era modelado por produtos do próprio MCDONALD’S: o chapéu era uma bandeja com um hambúrguer de isopor, um saquinho de batata frita e um milk-shake; os sapatos tinham a forma de pãezinhos; o nariz era feito de um copo do MCDONALD’S; e o cinto era um hambúrguer de isopor. No vídeo o palhaço retirava, como em um passe de mágica, hambúrgueres do cinto. O nome Ronald surgiu por acaso: simplesmente rimava com McDonald. Sua primeira aparição televisiva foi em 1963. Mas o palhaço só veio a ser adotado nacionalmente pela empresa em uma situação emergencial. Em 1965, o MCDONALD’S se viu diante da grande oportunidade em participar da tradicional Parada Macy’s do “Dia de Ação de Graças”, comemorado em 25 de novembro, na cidade de Nova York – uma data especial para os americanos.

Foi aí que a empresa fez sua primeira compra, nacional, de mídia televisiva. Mas, quando essa oportunidade apareceu, faltavam apenas algumas semanas para o evento, forçando a empresa à adotar os comerciais que a agência publicitária D’Arcy havia produzido um ano antes para os franqueados locais, que destacavam o palhaço Ronald McDonald. A aparência física de Ronald também foi modificada pela agência publicitária, tirando-lhe aquela roupagem extremamente comercial, com os produtos do MCDONALD’S, e lhe dando características de um verdadeiro palhaço. Com Ronald, as propagandas veiculadas pela D’Arcy se transformaram na primeira campanha nacional da empresa, cujo tema foi “O McDonald’s é o seu lugar”, enfatizando o restaurante como um espaço de diversão, e não apenas um lugar para se comer hambúrguer. E foi assim que, desde 1965, o palhaço tornou-se nacional – posteriormente internacional – o símbolo vivo do MCDONALD’S. Somente em 1967, o MCDONALD’S nomeou-o “embaixador oficial” junto às crianças.
Em 1971, Ronald ganhou uma turma de amigos, que viviam na cidade de McDonaldland (A terra do McDonald), composta por Hamburglar, Grimace, Mayor McCheese, Captain Crook, Professor e Birdie, esta última introduzida em 1980. Eles se tornaram um chamariz de lucros para a rede de alimentação.

McCafé

O conceito do McCafé foi criado em 1993 do outro lado do mundo, na cidade de Melbourne, na Austrália, com a proposta de oferecer aos consumidores habituais novos produtos e serviços no ambiente dos restaurantes, valorizando ainda mais a experiência no MCDONALD’S. Inspirado nos tradicionais cafés europeus, era um ambiente diferenciado, moderno e acolhedor. Ocupava áreas anexas aos restaurantes, mas com identidade própria. Além de café, doces e salgados, oferecia um cardápio requintado e com opções variadas a qualquer hora do dia. No Brasil, o primeiro McCAFÉ foi inaugurado em São Paulo, na Avenida Paulista, em agosto de 2000. Somente em 2001 este conceito foi implantado nos EstadosUnidos, começando pela cidade de Chicago, estado de Illinois, e depois em outros países. Atualmente são mais de 1.300 McCAFÉ no mundo, presentes em mais de 30 países.

McDia Feliz
O primeiro McDia Feliz (McHappy Day) foi realizado no Canadá em 1977, quando as vendas (deduzido os impostos) do sanduíche BIG MAC eram destinadas a instituições que cuidavam de crianças e adolescentes portadores de câncer. Atualmente a campanha acontece em mais de 20 países como Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Finlândia, França, Inglaterra, Irlanda, Nova Zelândia, Noruega, Suécia, Suíça e Uruguai. No Brasil, a ação foi iniciada em 1988, arrecadando mais de R$ 70 milhões em sua história.

O Instituto
Em vários países, Ronald McDonald também tem um instituto com seu nome (Ronald McDonald House Charities), fundado em 1974 em parceria com o jogador de futebol americano do Philadelphia Eagles, Fred Hill, cujo principal objetivo é arrecadar recursos para desenvolver atividades em benefício das crianças e adolescentes com câncer e repassá-los para instituições que se dediquem ao mesmo objetivo. No Brasil, o Instituto Ronald McDonald foi inaugurado em 1999 e funciona na cidade do Rio de Janeiro.

As diferenças
A guinada na imagem do MCDONALD’S é conseqüência de um amplo movimento que começou há cerca de cinco anos, quando a rede passou a ser apontada como uma das responsáveis pelos alarmantes índices de obesidade da população americana. O MCDONALD’S se tornou também alvo da ira de movimentos de protesto antiglobalização, contra a guerra do Iraque, contra os transgênicos, a gordura trans e até mesmo contra a devastação da Amazônia. Praticamente tudo de ruim que acontecia acabava respingando na imagem da empresa. A patrulha ideológica logo teve impacto nos números: entre 2000 e 2003, o valor da marca caiu 9%. Era preciso reagir. Sob intensa pressão a rede iniciou um grande processo de reconstrução de imagem. Alimentos saudáveis como saladas, frutas e sucos vegetais foram incorporados ao cardápio. O MCDONAL’S agiu rápido e de forma energética para se reinventar e a se adaptar as novas condições do mercado. Depois de se render aos alimentos saudáveis, o MCDONALD’S iniciou uma nova etapa em sua mudança de imagem, com lojas e serviços diferenciados para cada região do planeta.

Dono de uma personalidade notável e um excepcional espírito empreendedor, o criador da rede de fast food, Ray Kroc, costumava dizer que não sabia se sua empresa estaria vendendo hambúrgueres no ano 2000, mas tinha certeza de que, seja lá o que ela estivesse vendendo, seria a líder mundial de seu setor. Neste início de 2009, passados 25 anos da morte de Kroc, o hambúrguer ainda é o pilar de sustentação da maior empresa de fast food do mundo, mas para manter a liderança o MCDONALD’S mudou - em alguns casos a ponto de se tornar irreconhecível. Os bancos de plásticos, as mesas de fórmicas e a decoração kitsch nas cores vermelho e amarelo que se tornaram símbolo da rede são hoje coisa do passado em muitas de suas lojas. Da mesma forma, o cardápio reduzido - com variações sobre um mesmo tema de pão, carne e queijo, acompanhado de batata frita e refrigerante - cresceu e ganhou novos itens. Um cliente que visite hoje as lojas da rede na Europa, na América Latina e mesmo nos Estados Unidos em busca da previsibilidade de um Big Mac com Coca-Cola com certeza se surpreenderá com as opções em cada país. As unidades do MCDONALD’S espalhadas em mais de 100 países, antes fechadas em torno de um modelo com lanchonetes padronizadas e cardápios idênticos, hoje incorporam elementos locais tanto na aparência como nos produtos à venda.
Na França, por exemplo, as lanchonetes vendem vinho e os sanduíches incorporam ingredientes locais, como o queijo Reblochon. Na Itália, o MCDONALD’S oferece macarrão e na Inglaterra serve-se mingau no café da manhã. Apenas na Europa, onde a rede conta com 6.000 lojas, foram investidos cerca de US$ 800 milhões em reforma das unidades mais antigas e instalação de novos restaurantes que atendam ao gosto dos europeus, conhecidos por passar longas horas à mesa. Para isso, o centro de design da rede nos arredores de Paris oferece aos franqueados europeus oito modelos diferentes de restaurante, criados por arquitetos e designers de renome, como o francês Phillipe Avanzi e o dinamarquês Arne Jacobsen. No Brasil, a mudança ainda é pouco notável, mas a rede ampliou os pontos-de-venda de café expresso e incluiu no cardápio produtos como pão de queijo, tortas e bolos. E até nos Estados Unidos, a pátria do hambúrguer, a rede tem adotado mudanças, como a inclusão de cafés especiais - uma espécie de versão mais popular dos produtos oferecidos pela rede Starbucks. As principais mudanças no mundo podem ser vistas em alguns países:
Estados Unidos – A rede mudou o horário de atendimento dos restaurantes, que agora abrem mais cedo para esticar o período do café da manhã e fecham no início da madrugada para atender os notívagos.

Europa – Investiu pesado em design e conforto para atender melhor os consumidores que costumam passar mais tempo à mesa. A rede também investiu em cafés e introduziu itens como produtos orgânicos (ovos e leite) e novas versões de sanduíches de frango.
Brasil – A rede aumentou a quantidade de produtos com ingredientes locais (calda de goiaba para os sorvetes e pão de queijo nos cafés) e reforçou o apelo politicamente correto com a inauguração de uma unidade ecológica no litoral paulista (a segunda desse tipo no mundo).

Em alguns outros locais do mundo, os restaurantes da rede possuem pequenas diferenças para se adequar a cultura e tradição regional. Em Istambul na Turquia, o Galatasaray e o Besiktas são os principais e mais populares times de futebol da capital. O Galatasaray tem as cores vermelha e amarela (mesmas cores da marca MCDONALD’S) como símbolo. Já o Besiktas, preto e branco. Quando o MCDONALD’S inaugurou uma filial ao lado do estádio do Besiktas, houve fortes protestos por parte dos fãs do clube, que não queriam um restaurante com as mesmas cores do seu maior rival. Adivinha qual foi a solução? Não construir, certo? Errado. O “M” gigante e todo o resto do restaurante estão nas cores branco e preto.
Em 2008, para reverter a situação de queda no crescimento de suas vendas no Japão, o MCDONALD`S vem fazendo novos investimentos no país como a inauguração de duas lojas conceito na cidade de Tóquio, batizadas de Quarter Pounder, nome em inglês do sanduíche Quarteirão com Queijo. Na fachada preta com moldura vermelha, chama a atenção a ausência dos famosos arcos amarelos da marca. O cardápio oferece apenas duas opções: o Quarteirão com Queijo e uma versão dupla dessa bomba calórica.

Em relação ao cardápio a rede tem alguns produtos específicos para determinadas regiões como: na Austrália, onde o sanduíche McOz, leva hambúrguer e beterraba, ingredientes comum nos lanches daquele país; no Canadá onde algumas lojas de cidades costeiras têm o McHomard (em francês, “McLagosta”); no Chile onde o cardápio oferece o McPalta (traduzido para o português, “McAbacate”) com guacamole, e empanadas de queijo; na Grécia onde existe o Greek Mac, feito com dois hambúrgueres e molho de iogurte no pão sírio; na Índia, onde o mais popular sanduíche é o McAloo Tikki, feito de uma massa de batata e ervilha, pois os hinduístas não comem hambúrguer de vaca, animal sagrado para aquela religião; no Japão onde existem batatas fritas com sabor de alga marinha; em Israel, onde a comida é Kosher, aprovada pelo rabino, e não servem nada com queijo ou laticínios; na Noruega, onde é vendido o McWrap baseado em filé de salmão fresco da ilha Hitra; e, em Hong Kong, onde tem até hambúrguer de arroz.

A universidade do hambúrguer
O MCDONALD’S foi um dos pioneiros no ensino corporativo em todo o mundo. Sua primeira universidade iniciou as aulas em 1961, na localidade de Elk Grove Village, no estado americano de Illinois. Na época, a rede de restaurantes vivia um período de forte expansão nos Estados Unidos. Era preciso criar uma instituição capaz de difundir de maneira sistêmica e organizada, entre os milhares de funcionários contratados a cada ano, os rígidos parâmetros de excelência e procedimentos estabelecidos pelo fundador. Pois ele exigia que o morador de Los Angeles fosse atendido nos restaurantes da rede da mesma maneira, cortês, rápida e eficiente, que o cliente de Nova York, a 4 mil quilômetros de distância. Mais: se, por hipótese, ambos pedissem hambúrgueres, estes teriam que ser absolutamente idênticos, com o mesmo sabor, peso, qualidade e aparência. Atualmente instalada em Oak Brook, um subúrbio de Chicago e sede corporativa do MCDONALD’S, a Hamburger University, que ocupa 12.000 m² e possui um auditório com 300 lugares, inúmeros quartos e 3 cozinhas experimentais, cumpriu um papel crucial no processo de crescimento da rede, desenvolvendo e aperfeiçoando continuamente técnicas, padrões e, o que é mais importante, o capital intelectual da corporação. Com um corpo docente fixo de 30 professores, a instituição já atendeu, entre outros públicos, a mais de 70 mil gerentes.
O êxito da Universidade foi tamanho que a empresa resolveu “exportar” o conceito tão logo teve início sua expansão internacional, a partir da segunda metade dos anos 60. Atualmente o grupo conta com seis universidades corporativas fora dos Estados Unidos: em Munique, Alemanha; Tóquio, Japão; Londres, Grã Bretanha; Sidney, Austrália; Hong Kong, China; e em Barueri, na Grande São Paulo. Inaugurada em 1997, a Universidade do Hambúrguer (UH) brasileira demandou investimentos de R$ 7 milhões. Com quatro pavimentos e 3.542 m² de área construída, segue os moldes da matriz americana. Suas instalações incluem um auditório para 130 pessoas, laboratório, biblioteca, videoteca e duas salas de aula com capacidade total para 100 alunos.


O museu
O McDonald’s Museum, que a empresa se refere carinhosamente como The Original McDonald's, está localizado na cidade de Des Plaines, estado de Illinois. O lugar onde está o museu é o mesmo onde a “loja número 1” do MCDONALD’S foi inaugurada, no dia 15 de abril de 1955, por Ray Kroc. A loja original foi demolida em 1984. Porém, a empresa achou que tinha uma rica história a preservar e construiu uma réplica idêntica da loja símbolo da rede. O tradicional e enorme letreiro é uma das atrações do museu com a mascote “Speedee”, que representava o inovador sistema chamado “Speedee Service System”, um dos pilares para que o MCDONALD’S se torna o que é hoje. O museu contém uma infinidade de artefatos originais e antigos do MCDONALD’S como a primeira batedeira de milk-shake vendida por Ray Kroc aos irmãos McDonald, verdadeiros fundadores da empresa; utensílios; manequins representando atendentes e vestidos com uniformes originais da época; fotos; e vídeos.

O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca MCDONALD’S está avaliada em US$ 31.04 bilhões, ocupando a posição de número 8 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 106 no ranking da revista FORTUNE 500 (empresas de maior faturamento no mercado americano).


A marca no Brasil

A rede está presente em nosso país desde 1979, quando inaugurou uma unidade na praia de Copacabana no Rio de Janeiro. Dois anos depois, chegou a São Paulo, com a abertura de um restaurante na Avenida Paulista. O sucesso foi tão grande em São Paulo que, já em 1984, foi implantado na cidade o sistema Drive-Thru. Adquiriu enorme popularidade em 1994 com o slogan “Gostoso como a vida tem que ser”. Existem no cardápio do MCDONALD’S produtos desenvolvidos exclusivamente para o Brasil como o sanduíche Cheddar McMelt, o guaraná, a torta de banana, o McFruit Maracujá, o McNífico Bacon e o McCalabresa. O Big Tasty, que foi lançado com o slogan “o grande matador de fome”, consolidou-se como um dos sanduíches mais vendidos do MCDONALD’S no Brasil ao lado do campeão Big Mac, que vende em média 50 milhões de unidades por ano. O MCDONALD’S está presente em 137 cidades brasileiras, distribuídas em 21 estados, mais o Distrito Federal, contando com 1.407 pontos-de-venda.

A marca no mundo
Existem mais de 31.800 restaurantes MCDONALD’S espalhados em 121 países que empregam 1.600.000 pessoas, atendendo 54 milhões de clientes por dia e gerando vendas perto de US$ 23 bilhões. A rede vende cerca de 190 hambúrgueres por segundo e um novo restaurante é inaugurado a cada dez horas. Cerca de 75% dos restaurantes são comandados por franqueados independentes que seguem os conceitos de trabalho estabelecidos pelo Sistema McDonalds, o que assegura o alto padrão de qualidade de produtos e serviços da rede. O MCDONALD’S é o maior comprador de carne bovina, carne de porco, batatas e maçãs dos Estados Unidos.
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